23 de maio de 2009

<Pri> diz: impressionante como alguns números tendem a se repetir de repente

OTñI diz: não entendi...

<Pri> diz: nada, é que do nada, um monte de gente que conheci nos últimos tempos, falavam esta idade

<Pri> diz: toda hora

<Pri> diz: 32

<Pri> diz: 32

<Pri> diz: 32

<Pri> diz: 32

<Pri> diz: e 32

<Pri> diz: este número ta de sacanagem comigo

<Pri> diz: kkkkkkkkkkkkk

OTñI diz: rsrss

OTñI diz: Se liga Pri! ...pode ser um sinal...O.º´

<Pri> diz: é tenho medo destas coisas!

OTñI diz: será que é mal pressagio...?

geral ta me dando parabéns de véspera! rs

OTñI diz: tu q entende dessas coisas pode me dizer..rs

<Pri> diz: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

<Pri> diz: nada não

<Pri> diz: é só q o povo não se contenta em falar no dia

<Pri> diz: e tipo amanha é sábado geral vai pra gandaia ¬¬’

<Pri> diz: kkkkkkkk

OTñI diz: amanhã é domingo ainda môbein...rs

OTñI diz: até vc!? rs

<Pri> diz: verdade, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

<Pri> diz: é que trabalhar no sábado dá nestas coisas

<Pri> diz: kkkkkkk

OTñI diz: rs... MEDO!

<Pri> diz: kkkkkkkkkk


17 de maio de 2009

E se eu te chegasse suave, e com um toque leve, como uma brisa, te dissesse: venha - você viria? Ouviria? Porque em sussurros e silêncios é que te digo as coisas que mais importam, o que te grito prefiro que esqueças, porque ali não sou eu que falo - é minha ira, meu medo, é meu erro que vocifera. Eu aqui dentro sou carinho, você olharia se te mostrasse? Porque eu queria me aproximar sem sobressaltos, como um degrade, que aos poucos vai se tornando cor, como aos poucos, do nada, eu te seria alguém.

(Enviado pelo orkut para celular)


E quando você me deixasse existir na sua vida, eu te mostraria meus arco-íris, até os cinzentos e os invisíveis, em todas as suas nuances de transparências, mas eu te ensinaria a lhes sentir pelo tato, para que você pudesse reconhecer minhas ausências e saber quando eu realmente não estou e quando eu apenas me escondo no ambiente para fugir - de mim, muitas vezes, que não tenho muito jeito nem com os outros e nem comigo.


Porque eu queria sentir-me pertencido sem ter que me explicar muito - nem eu sei bem minhas razões. Queria então chegar como um vento morno e sem estardalhaço me misturar à tua atmosfera, e ficar ali esperando que me respirasses, e no teu corpo me misturaria às tuas células, e um dia, sem sequer notar, eu já faria parte de ti. Sei que na verdade às vezes me aproximo como tempestade, e arranco telhados, quebro vidraças, inundo tuas plantações, sei bem. Mas é por isso que te peço aqui - se eu chegasse manso, você acolheria minhas impossibilidades? Preciso dar-lhes um teto para que não se tornem bicho selvagem.


Vem. Te aceito em mim. Seja-me um pouco, experimenta o mundo com meus olhos e te mostro a poesia que enxergo. Te recito os versos que vejo rabiscados nos muros, num cão que passa, num papel que voa, num toque, na voz de um estranho. No comum, no explícito, no banal e no diário procuro o lirismo intrínseco que sempre há (e é suporte dos dias, principalmente os nublados). Mergulha em mim (mas desvia dos meus seres abissais) e te mostro que sou pedra e onda, sal e sol, fluido e concreto - depende da maré. Te oferto também meu silêncio (presta atenção quando calo), ele te dirá mais sobre a origem do meu verbo que minha boca poderia tentar. Tenta você minha boca.


E depois dos meus versos, o reverso, e me mostra então como é ser você. Onde teu olho pousa, o que teu ouvido pesca, o que toca tua pele. Onde está tua flor (e o espinho). Me deixa provar teu mundo e ele então fará parte do meu. Tua experiência comporá meu repertório - escuta, já somos tantas melodias, em cantar, encantamo-nos. Casa tua alma com a minha e leva teu corpo por onde quiser. Sejamos sempre dois que se misturam, mas não se invadem - penetrações consentidas. Entra em mim, bem-vindo, e me receba, e assim sejamos muito e mais, por sermos ainda e sempre dois -
o que te ofereço é soma, e não fusão.

Vem?

::Yasha