7 de junho de 2011

— Me protege?
— Proteger como!?
— Com teu amor...
— Ahãn, meu amor!?
— É, esse amor que você sente pelo meu amor por você...

[ E nos olhávamos frente a frente, tensos. ]

— Amor? ...que amor? Eu não disse que te amo, disse?!

— Você quer amor de pai? ...amor de amigo? ...de irmão? ...amor de amante?!

[ ... ]

— Por que você não responde?

— Porque eu não sei, porque eu não quero nenhum desses tipos de amor de que você falou!
— E o que você quer, então?
— Esse aí...

[ Então toquei o peito dele com a ponta do dedo, consegui relaxar nossa tensão e ele sorriu...
Continuei tocando seu peito e dizendo: ]

— Esse aí, que está guardado dentro... todo ele!




:: Adaptação do românce de Roberto Freire